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| 11 x de R$22,34 | Total R$245,78 | |
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| 1 x de R$200,00 sem juros | Total R$200,00 |
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| 4 x de R$55,68 | Total R$222,72 | |
| 5 x de R$45,72 | Total R$228,62 | |
| 6 x de R$38,10 | Total R$228,64 | |
| 7 x de R$33,34 | Total R$233,44 | |
| 8 x de R$29,18 | Total R$233,46 | |
| 9 x de R$26,59 | Total R$239,38 | |
| 10 x de R$24,13 | Total R$241,30 | |
| 11 x de R$21,93 | Total R$241,32 | |
| 12 x de R$20,35 | Total R$244,22 |
Prepare-se para reviver a intensidade de Cazuza - Exagerado, o disco que marcou a explosão solo de um dos maiores poetas do rock brasileiro. Lançado no final de 1985, este álbum não é apenas um marco musical, mas o retrato visceral de um artista em plena ebulição, que se recusava a caber em qualquer molde.Após três álbuns de sucesso com o Barão Vermelho e a consagração no Rock in Rio, Cazuza sentiu que o grupo havia se tornado pequeno demais para sua ambição. "Eu quero voar", declarou, e voou. Sua saída do Barão não foi apenas a separação de um cantor e sua banda; foi o amadurecimento do rock brasileiro, que passou a abraçar temas como poesia, identidade, morte e política de forma mais crua e necessária.
Com a produção de Ezequiel Neves ("Zeca Jagger") e Nico Rezende, que trouxe a sonoridade da new wave e do synth pop, Exagerado apresenta Cazuza em sua essência: o poeta marginal da metrópole, o dândi carioca que não cabe na moral de sua época. As letras, muitas vezes inspiradas em suas próprias aventuras e desventuras noturnas, são um deboche lírico e elétrico que busca o lado "marginal da vida", com "pessoas que são felizes, fazem festa, mas no fundo são muito solitárias".O grande hit do álbum, "Exagerado", nasceu da urgência de Cazuza em ter uma canção que marcasse sua nova fase. Composta em parceria com Ezequiel Neves e Leoni (do Kid Abelha), a faixa se tornou um verdadeiro hino e selou a nova etapa da carreira do artista.
Mas o disco vai além do hit, mergulhando em composições impactantes como "Medieval II", que revela um eu visceral, e "Só as Mães São Felizes", a faixa mais polêmica do álbum. Com versos que desafiaram a Censura Federal da época, a canção foi uma homenagem aos "poetas malditos" e ao "lado escuro da vida", mostrando a ousadia e a autenticidade de Cazuza em assumir suas verdades.E como não falar de "Codinome Beija-Flor"? Uma das faixas mais íntimas e universais de sua obra. Nascida em parceria com Ezequiel Neves e Reinaldo Arias, a canção é um sussurro de doçura e dor que se tornou um marco em sua carreira, interpretada por vozes diversas e eternizada nas rádios brasileiras.
Exagerado é um disco que se expõe, que se permite ser agressivo em uma época agressiva. Cazuza queria mudar a temática, olhar menos para o próprio umbigo e fazer homenagens aos poetas que admirava.Relançar este disco hoje é revisitar o retrato cru e apaixonado de um artista que, em uma jornada breve e intensa, redefiniu a canção popular no Brasil como confissão, faca e flor. Como disse sua mãe, Lucinha Araújo: "Não vai existir outro Cazuza"
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