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Descrição

Moacir Santos retorna ao Brasil em 2005 para reimaginar seus choros dos anos 1940. Nos encontros informais na casa de Mario Adnet, o maestro resgata memórias que se transformam em partituras sob revisão de Ricardo Gilly. O resultado é um álbum que reúne nomes como Andrea Ernest Dias, Marcos Nimrichter, Ricardo Silveira e até Wynton Marsalis — o trompetista que sempre afirmou ser Moacir o músico mais próximo de Duke Ellington.

Aqui não há fórmulas regionais dos conjuntos de choro clássicos. Cada tema recebe sua própria orquestração: guitarra elétrica, trio de violões, acordeão em "Saudades de Jaques" (homenagem a Jackson do Pandeiro). E então chegam as três faixas finais — "Samba Di Amante", "Carrossel" e "Felipe" — onde a voz singular de Moacir Santos transforma tudo em ouro. Originalmente chamado Choros Negros, o disco recebeu seu nome definitivo porque o compositor queria trazer felicidade a quem o escutasse.

Além dos choros tradicionais, encontramos as "alegrias": composições de diferentes períodos que flertam com jazz, samba, música infantil e temas circenses. Esta edição em vinil duplo 180g preto traz capa dupla, texto inédito do jornalista Bento Araujo (autor de Lindo Sonho Delirante) e obi. Um documento essencial do melhor jazz brasileiro.

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